Criptomoedas iniciam 2026 com otimismo após ano de recordes
Bitcoin mantém valor elevado após um 2025 histórico, com mercado cripto mostrando resiliência. Adoção cresce no Brasil, que desponta entre os líderes globais, enquanto fatores econômicos dão tom positivo ao setor.
CRIPTOMOEDAS 01/01
Redação Bolsa Descomplicada
1/1/20263 min read


As criptomoedas começam 2026 em alta, sustentando ganhos após um ano de recordes. O Bitcoin, principal criptoativo, fechou 2025 cotado em torno de US$ 90 mil, mantendo-se bem acima do patamar dos anos anteriores. Embora a moeda tenha recuado de seu pico histórico de aproximadamente US$ 126 mil, atingido em outubro de 2025, ela permaneceu acima de US$ 100 mil durante boa parte do ano – um sinal da sua consolidação no mercado. No final de dezembro, em meio à baixa liquidez dos feriados, o Bitcoin oscilou em torno de US$ 87 mil, refletindo realização de lucros, mas sem perder o viés otimista. O Ethereum, segunda maior criptomoeda, também se manteve valorizado, fechando o ano cotado na faixa de US$ 3 mil. Esses valores indicam que, apesar da volatilidade típica, o mercado cripto se estabeleceu em um novo patamar elevado.
Analistas destacam que 2025 foi um período de amadurecimento do mercado cripto. A aprovação do primeiro ETF de Bitcoin nos EUA em 2024 e a entrada de investidores institucionais deram legitimidade ao Bitcoin, agora visto como “ativo sério” ao lado de ações e commodities tradicionais. “2025 foi o ano mais importante para a institucionalização do Bitcoin”, afirmou Rony Szuster, do Mercado Bitcoin, referindo-se ao crescente interesse de grandes empresas e fundos no setor. Esse movimento, aliado à volta de políticas pró-mercado nos EUA, aumentou a confiança de que as criptomoedas vieram para ficar. Especialistas projetam que, em 2026, o Bitcoin pode até renovar sua máxima histórica, mantendo tendência de alta no longo prazo – salvo algum choque macroeconômico significativo. No curto prazo, espera-se um período de estabilidade e acumulação no início do ano, com o preço oscilando na faixa de US$ 80 a 100 mil, acompanhando de perto as condições econômicas globais.
O cenário macroeconômico mundial tem influenciado positivamente o mercado cripto. Nos Estados Unidos, sinais de desaceleração da inflação e a possibilidade de corte de juros pelo Federal Reserve trazem otimismo aos investidores, incentivando a busca por ativos de risco. Houve uma rotação global de capitais em 2025 em direção a mercados emergentes e ativos alternativos, favorecida pela perspectiva de flexibilização monetária norte-americana. No Brasil, a expectativa de que o Banco Central possa reduzir a taxa Selic em 2026 aumentou o apetite por investimentos. Esse ambiente de juros em queda tende a beneficiar as criptomoedas, que normalmente se valorizam quando há maior liquidez e disposição ao risco no mercado financeiro.
No Brasil, o impacto desse boom cripto foi evidente. O país consolidou-se como um dos maiores mercados de criptomoedas do mundo, saltando para a 5ª posição global em adoção desses ativos. Um relatório da Chainalysis apontou que, entre julho de 2024 e junho de 2025, o Brasil movimentou cerca de US$ 319 bilhões (R$ 1,7 trilhão) em criptoativos, um aumento de 109,9% em relação ao período anterior – consolidando a liderança brasileira na América Latina. Esse crescimento impressionante reflete tanto o aumento de investidores individuais quanto a entrada de empresas usando criptos em suas operações. Hoje, estima-se que milhões de brasileiros possuem alguma criptomoeda, seja como investimento ou meio de troca. O governo também tem acompanhado de perto essa evolução: novas regras estão em implementação para dar mais segurança e transparência ao setor. A partir de 2026, por exemplo, exchanges e empresas de cripto no Brasil deverão operar sob licenças específicas do Banco Central, com exigência de capital mínimo e maior fiscalização – medidas que buscam proteger os usuários e integrar o mercado cripto ao sistema financeiro oficial.
No dia a dia, as criptomoedas vêm ganhando espaço na economia brasileira. Lojas e serviços já começam a aceitar Bitcoin e outras moedas digitais como forma de pagamento, enquanto investidores diversificam parte de suas aplicações em criptoativos. Apesar das flutuações de preço, muitos iniciantes têm entrado nesse mercado atraídos pelas histórias de valorização expressiva e pela ideia de independência dos bancos tradicionais. Especialistas recomendam, porém, cautela e educação: entender os riscos, começar com pouco e dar preferência a criptos mais consolidadas. Com o início de 2026, o balanço é que as criptomoedas estão mais fortes e populares do que nunca no Brasil, acompanhando a tendência mundial de maior aceitação. Resta acompanhar se este novo ano trará novos recordes – algo que, para muitos entusiastas, parece cada vez mais plausível diante do cenário positivo.
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